XERÉM: EMPRESA DE TALENTOS
O Fluminense é considerado o maior celeiro de jogadores do Rio de Janeiro; um modelo a ser copiado pelos rivais. Os êxitos das equipes de base abastecem a sala de troféus do clube freqüentemente. Mas, quando o assunto é o time profissional, a situação é bem diferente. Contrariando a sua gloriosa história, a conquista de títulos deixou de ser prioridade para os dirigentes que estão à frente do futebol. O tesoureiro deve ser, na visão dos cartolas, mais importante que os jogadores. Assim que surge uma revelação no Vale das Laranjeiras, os mercantilistas tricolores já "esfregam as mãos", ávidos por propostas milionárias, principalmente da Europa e da Ásia. Com a desculpa de que precisam "fazer caixa," as jovens promessas, muitas vezes, fazem apenas uma rápida escala no time profissional e logo são negociadas para o exterior. Não são raras as transferências, inclusive, para mercados de segunda linha, que só atraem pelo aspecto financeiro.
Rodolfo, um dos mais promissores zagueiros da "fábrica" de Xerém, foi negociado com o Dínamo, da Ucrânia; o lateral direito Flávio deixou o Flu para jogar no Chernomorets da Rússia; Júlio César levou seus gols, também, para a Rússia (Lokomotiv Moscou) ; Júnior César, quando começava a se firmar entre os titulares, se mudou para o Santos Laguna, do México.
Outros três garotos tiveram melhor sorte. Roger e Diego Souza despertaram o interesse dos portugueses do Benfica e foram morar em Lisboa. Atuando pelo grande rival dos "encarnados," o Porto, Carlos Alberto chegou ao título da Liga dos Campeões.
O próximo "produto" a ser comercializado é Marcelo, já convocado por Dunga para a Seleção. Destaque do Brasil no mundial sub 17, o lateral chegou a recusar uma proposta do Hamburgo, da Alemanha. Agora, ele é alvo dos russos do CSKA e já deve estar comprando a passagem para Moscou. Lenny e Arouca já caminham para o portão de saída.
A sede pelos dólares ( ou euros) é tão grande que até mesmo as "sementes" estão sendo vendidas. Os gêmeos Rafael e Fábio, 16 anos, já estariam negociados com o Manchester United. Os dirigentes não se preocuparam em negar os ( fortes) boatos sobre a dupla transferência.
Uma pergunta se impõe: por que virar refém do patrocinador, se o clube precisa encher o cofre com a venda de jogadores? Se a conquista de títulos não é mais prioridade e os recursos da Unimed são insuficientes, a parceria deveria ser desfeita, para que o Fluminense volte a ser "dono do próprio nariz". A única a levar vantagem no acordo é a empresa de plano de saúde ao ter a sua marca estampada no uniforme da equipe, além de ver os lucros aumentarem a cada ano.
A cúpula do futebol vem transformando o Fluminense em um balcão de negócios. Títulos? Conquistas? Isso é detalhe para os dirigentes. O clube, antes, modelo de organização, hoje é um parque de diversões para os empresários.
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Kléber, ex-atlético(PR), divide com três jogadores a artilharia do Campeonato Mexicano. O atacante, de 31 anos, tem quatro gols e está atualmente no Necaxa, a quarta equipe que ele defende no país. Kléber, revelado pelo Moto Clube ( MA), já havia passado por Tigres, Veracruz e América.
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um abraço, amigos
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EU, EU SOU o SENHOR
e fora de MIM não há salvador.
Isaías 43-11
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Escrito pelo jornalista Flávio Prieto
Rodolfo, um dos mais promissores zagueiros da "fábrica" de Xerém, foi negociado com o Dínamo, da Ucrânia; o lateral direito Flávio deixou o Flu para jogar no Chernomorets da Rússia; Júlio César levou seus gols, também, para a Rússia (Lokomotiv Moscou) ; Júnior César, quando começava a se firmar entre os titulares, se mudou para o Santos Laguna, do México.
Outros três garotos tiveram melhor sorte. Roger e Diego Souza despertaram o interesse dos portugueses do Benfica e foram morar em Lisboa. Atuando pelo grande rival dos "encarnados," o Porto, Carlos Alberto chegou ao título da Liga dos Campeões.
O próximo "produto" a ser comercializado é Marcelo, já convocado por Dunga para a Seleção. Destaque do Brasil no mundial sub 17, o lateral chegou a recusar uma proposta do Hamburgo, da Alemanha. Agora, ele é alvo dos russos do CSKA e já deve estar comprando a passagem para Moscou. Lenny e Arouca já caminham para o portão de saída.
A sede pelos dólares ( ou euros) é tão grande que até mesmo as "sementes" estão sendo vendidas. Os gêmeos Rafael e Fábio, 16 anos, já estariam negociados com o Manchester United. Os dirigentes não se preocuparam em negar os ( fortes) boatos sobre a dupla transferência.
Uma pergunta se impõe: por que virar refém do patrocinador, se o clube precisa encher o cofre com a venda de jogadores? Se a conquista de títulos não é mais prioridade e os recursos da Unimed são insuficientes, a parceria deveria ser desfeita, para que o Fluminense volte a ser "dono do próprio nariz". A única a levar vantagem no acordo é a empresa de plano de saúde ao ter a sua marca estampada no uniforme da equipe, além de ver os lucros aumentarem a cada ano.
A cúpula do futebol vem transformando o Fluminense em um balcão de negócios. Títulos? Conquistas? Isso é detalhe para os dirigentes. O clube, antes, modelo de organização, hoje é um parque de diversões para os empresários.
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Kléber, ex-atlético(PR), divide com três jogadores a artilharia do Campeonato Mexicano. O atacante, de 31 anos, tem quatro gols e está atualmente no Necaxa, a quarta equipe que ele defende no país. Kléber, revelado pelo Moto Clube ( MA), já havia passado por Tigres, Veracruz e América.
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um abraço, amigos
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EU, EU SOU o SENHOR
e fora de MIM não há salvador.
Isaías 43-11
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Escrito pelo jornalista Flávio Prieto

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